8 de julho de 2010


"Deus encherá o seu mundo de flores.
Entregará pessoalmente um buquê à sua porta todos os dias.
ABRA-A! PEGUE-O!
Assim, quando a rejeição vier, você não ficará sem petálas."


(LUCADO, Max. Um amor que vale a pena. Rio de Janeiro: CPAD, 2003)

21 de junho de 2010

18 de junho de 2010

Morte do ser e das palavras

"Quando "escrisadores" morrem, morre também parte da sua literatura. Quem (ns) serão os novos contemporâneos que a manterão viva?"

15 de junho de 2010

Brasil



Nesse início do Brasil rumo ao hexa, é interessante lembrar da história social, política, econômica e cultural do país, não que eu não goste de futebol (longe de mim dizer isso, ainda mais nessa época) mas os fatos estão aí e só uma bonita festa como Copa do mundo FIFA para unir os muitos brasis que existem dentro de um mesmo país.
A visão que o mundo acima da linha do equador tem do Brasil é a do subdesenvolvimento, do povo festivo do carnaval que o utiliza como pretensão para prostituição (salve os poucos que estão ali única e exclusivamente pelas artes plásticas, musicais e corporais da dança), da terra fértil que produziu e que ainda produz muito para exploração, da mão-de-obra barata, da política corrupta que cobra os maiores impostos mais que não constrói nada com esse dinheiro (afinal podemos ver as gigantescas diferenças entre as classes sociais), do desemprego, da violência, da falta de educação, onde a esperança das crianças quando meninas é de ser modelo tocendo para não cair em golpes e a doa meninos é der ser jogador de futebol da mesma maneira.
Tanto dinheiro investido no bolso de 23 jogadores, com luxo, para ter algum respeito através do futebol.
A única coisa de positiva que vejo na copa é o despreendimento das raças, unidas por um único objetivo, o respeito mútuo mesmo com tantas divergências, é um curto momento onde todos são iguais.
O Brasil é bem mais que futebol. Quando o mundo através de poucos como o Presidente Luíz Inácio Lula da Silva, Niermayer, Machado de Assis, Tom Jobim, e paisagens como Rio de Janeiro entre outras, enxergar o que o Brasil é de verdade; quando a política fizer por merecer o povo que tem, muitos outros eventos poderão ser lembrados e festivos como a Copa do mundo. No fim, como todos, espero que o Brasil, nisso, consiga ser campeão!

25 de maio de 2010

Primeira carta a Jorge de Sena



Oi.
Espero que esteja bem.
Queria conhecê-lo, mais acho que você não ia gostar de mim.
Porque eu acredito em muita coisa que você não acreditava.
Sabe quem te apresentou pra mim? Foi Aifos.
Quando digo que foi Aifos quem te apresentou à mim, sei que você nem sabe quem é Aifos, por isso use um pouco dos jogos que Llansol faz para entender.
Você era o tipo de pessoa que eu procurava e eu com toda certeza não sou como a aluna que você citou em suas correspondêcias com a Sophia, assim por um lado é bom que você nunca me conheça, senão você nunca iria se deixar conhecer por mim.
Novamente quando digo que você era a pessoa ideal para mim, não é porque quero me aproveitar do seu grande sofrimento, mas é porque admiro muito a maneira como lidou com ele. Sei que se você conhecesse pessoas como a Gilda Santos, a Flávia Tebaldi, e outras,(talvez) teria orgulho de um dia ter sido cidadão brasileiro, mas um dia, quem sabe, poderei dizer que você também teria orgulho de mim se estivesse aqui. Através de você, quero eu mesma ter orgulho de mim, e quero que Aifos também tenha (mesmo que hoje não seja assim). Uma pessoa, Paloma, pelo menos eu já consegui conquistar ao escrever sobre você, deixei ela com a curiosidade que você me deixou. Como você conseguiu ser tão diferente daqueles que passaram pelas mesmas situações que você? Queria te conhecer pra você me responder tanta coisa, muitas delas você acharia boba, acharia que é pergunta típica de quem está no terceiro termo de uma faculadade de letras...
Se você estivesse aqui em SP, talvez até quisesse dar uma passadinha pela UFSP, afinal gostava de coisas novas...
Mesmo sem poder ouvir sua voz a responder minhas muitas dúvidas, sei que o que você escreveu vai me responder, e até as pessoas que te conheceram vão ver que eu conheci coisas a seu respeito que nem elas conheceram (isso é um desafio e nele pretendo ir até o fim, mesmo que muita coisa esteja dando errado agora).
Sabe?! Admiro muito o modo como você dividiu, expos, sua vida com seus leitores. Posso não ser como você, mas tenho um pouco de você em mim, mas com um pouco mais de sensibilidade (sem querer dizer que você era insensível, afinal seus carinhos com as palavras para Sophia são tão belos).
Eu tenho muito mais o que falar para você, mais já estou cansada. Espero que você me ajude a te conhecer porque eu estou precisando muito. Tenho exatamente dez meses para falar sobre você e me surpreender comigo mesma ao supreender os outros. Durante esse tempo, espero continuar nossas conversas, onde eu escrevo e recebo suas respostas de maneira aleatória em diversos textos.

Um abraço,
Mariane.

Aifos, tão perto e tão distante

Aifos é simples. Deve ter trinta mais aparenta vinte e cinco. Tem cabelos e sombracelas negros, uma pele branca de paz. Quando Aifos apareceu a primeira vez, transparecia uma fragilidade, pela pele delicada, pelo punho fininho e principalmente pelo timbre de voz.
Todos olhavam e provavelmente pensavam: "que autoridade aifos tem?" mas o conhecimento de Aifos marcava sua presença. Não existe nada sobre humanidade e humanas que Aifos não saiba, o papel diz isso; Aifos é sensível mas não demonstra, não se deixa envolver, não esconde o que gosta, impõem limites e , é cativante...