Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tristeza. Mostrar todas as postagens

4 de maio de 2011

Fotografia


Hoje eu descobri o que é uma fotografia para mim.
É você ter como reviver aquilo que mais te fez feliz.
É você dormir super tarde porque ficou horas curtindo algo que você jamais viverá novamente.
É você não ter nada para fazer e ficar olhando com cara de boba o que ficou eternizado na tela do computador.
Perder uma fotografia é como perder a própria história.
Nos casamentos sempre têm retrospectivas e as pessoas sempre comentam: "_Nossa como aquele casal tinha poucas fotos."
E eu tinha tantas.
Tantas.
Cadê a minha história?
Aonde estão os meus sentimentos. Os sorrisos. As doçuras.
Não estão mais na tela do computador.
Hoje quando deu vontade de reviver momentos como Paranapiacaba, Natal, o livro do "Nós", não havia nenhuma fotografia que marcasse aqueles nossos momentos.
Então senti saudade, muita saudade, vontade de tirar todas as fotos que representassem um ano e dez meses de namoro, mas não tem como...
Fotografia programada não representa nada, a não ser a representação.
Hoje vai ser um dia daqueles sem você.
Nossos caminhos estão um pouco distantes, eu entendo, e agora nem tenho mais como olhar pra você durante a semana.
Queria as fotografias de novo.
Pra relembrar o quanto fomos felizes.
Pra reviver tudo que ainda vamos viver.
Fotografias...
Fotografias...
mariebinho *-*

27 de abril de 2011

Como uma borboleta


Em constantes mudanças.
Ela estava no chão e pude a observar por longos e marcantes três segundos.
Era como me ver.
Quem fez isso com ela? Quem a impediu de voar?
Ninguém tirou suas asas, mas ela já não podia voar, parece que ela está assim já faz quase duas semanas.
Uma vez tentaram fazê-la parar de voar mas ela conseguiu fugir.
Não sei ao certo se quem a fez parar de voar, fez por querer.
Já teve vezes... uma borboleta entrou no meu quarto e para fazê-la voar a fiz pousar na vassoura e ao conduzí-la para a janela ela se machucou e não voou mais.
Talvez voar seja sinônimo de liberdade e por isso ele a faz voar, mas ao mesmo rempo estar presa lhe transmita segurança. Não sei.
Sei que ao observar a borboleta voei e por ela fui conduzida à um interior de sentimentos e emoções aos quais divido com ela. Certamente ela não queria estar ali. Vunerável, presa ao chão, mas ao mesmo tempo assim outros podiam, como eu, observá-la.
A borboleta tinha vontade de expressar tudo mas não pode falar. O que falaria para quem a condicionou àquela situação? De vôo e de prisão.
Por que sou a borboleta?

5 de abril de 2011

Inspiração


"O sonho encheu a noite
Extravasou pro meu dia
Encheu minha vida
E é dele que eu vou viver
Porque sonho não morre."

Adélia Prado

Boa epígrafe.
ando tão sem inspiração.
Sem vontade de escrever ou até tendo, mas sem ânimo.
Sem ânimo de estudar, de ler, de cantar, viver...
E o que fazer?
Acho que preciso sonhar.

20 de janeiro de 2011

Chegará o dia...



Se ainda se preocupa comigo, não se preocupe, estou bem. Ou melhor, ficarei bem.
Chegará o dia que um telefonema não fará falta. O dia que terei outras prioridades. O dia que estar só não será triste, porque aprendi com a solidão.
Chegará o dia que na minha página eletrônica seu nome não estará lá. O dia que serei acordada por alguém que diga que me ama, mesmo que esse alguém não tenha comigo a relação que tenho contigo.
Chegará o dia que colherei as flores de um amor verdadeiro. O dia que dormirei com rosas na cama e acordarei com um lindo café da manhã.

E mesmo que nenhum desses dias chegue, mesmo que permaneça esperando o telefonema, permaneça esperando ouvir você dizer que sente minha falta, mesmo que permaneça...

Chegará o dia de um evento importante como a realização de sonhos, mestrado, doutorado e eu esperarei alguém que vai chegar. E mesmo que pareça uma menina, dentro estará a mulher que você ajudou a amadurecer.

E de todas as certezas que eu tenho, é que chegará o dia, que eu serei forte e farei você esperar que chegue o dia.

Mas eu espero, ainda espero, porque amo você. Já não sei porque. Mas amo.

Espera.


Sabe o que é mais engraçado nisso tudo? Eu amar você. Amar você independente da minha falta de paciência, da sala da decepção, dos rios de cores cinza, do confundir das gotas de chuvas com as lagrimas nos meus olhos. O mais engraçado, senão incrível, é que mesmo com tudo me dizendo que não vale a pena, eu te amo ainda mais. Não por falta de amor próprio ou por achar que eu sou a “culpada” de alguma coisa, até porque pra mim quem é culpado nem importa tanto assim... Quando a gente decide, e isso é mesmo uma questão de decidir, o que importa é encontrar soluções. E a solução aqui não é procurar quem fez o que, mas o que precisa ser feito. Mas talvez sentar e esperar a saída cair como chuva na sua cabeça seja, pra você, a solução ideal. Pois espera chover, espera as coisas acontecerem, o mundo girar, o sol se pôr e nascer tantas vezes que um dia você vai cansar se contar. Tomara, que nessa história, um dia eu também canse de esperar.

(...)

Como num palco da minha própria vida, eu pareço não ter forças para mover minhas pernas de acordo com minha vontade. Quando pareço criar toda a coragem que eu pensei que precisava pra comandar meus passos, você vem e me fala qualquer bobagem que me volta pros dias de espera. Eu caio, me machuco, dói. Eu me curo, levanto e quando os primeiros raios de sol surgem no meu horizonte, você faz chover. Eu me molho, me desequilibro e caio. Meus ombros cansam e eu sinto o que realmente estou: uma marionete no palco de uma vida que é minha, mas que quem tem o controle das cordas é você. Mas minha sorte é uma: eu estou, não sou. E, como sempre, isso passa.



Rainha de Copas


ps.: Conheci a Rainha de Copas pelo blog de uma amiga, Guid, e a agradeço por me apresentar palavras que trazduzem bem o que sinto.