12 de junho de 2014
escrever sempre foi para mim um refúgio.
um lugar onde eu podia ser e dizer o que quisesse.
tenho a necessidade de acreditar que sou,
a melhor moça e muito amável.
(no sentido de que as pessoas podem me amar),
mas dizem que sou instável
tenho medo de acreditar nisso
porque quando a gente acredita
a coisa se torna real.
no papel estão minhas lágrimas,
minhas dores, poucos risos
(não que a felicidade me falte,
mas quando está presente o tempo é curto)
sou escritora da melancolia.
falo pouco de mim, mais dos outros.
mas sobretudo são as minhas perspectivas.
verdades ou não, não importa.
mais vale as ações que protagonizam
nossos sentimentos, do que palavras.
essas são apenas representativas.
Fuga
Quanto mais o tempo passa mais eu me sinto deslocada.
quase todo dia eu gostaria de ter um lugar pra chamar de meu,
eu acordo de manhã e minha família come carne, de cabrito
e eu quero apenas os pães que não têm.
Tenho medo de estar enlouquecendo.
pelos últimos dados a pessoa que eu amo, também,
gostaria que eu fosse outra pessoa.
Hoje tem jogo, mas eu não sou torcedora.
eu quero fugir, mas quanto mais corro, tropeço
e não saio do mesmo lugar.
o reflexo que vejo nesse lago não é o meu,
mesmo que eu esteja de frente para ele.
Preciso mergulhar.
o reflexo que vejo nesse lago não é o meu,
mesmo que eu esteja de frente para ele.
Preciso mergulhar.
30 de maio de 2014
os poemas mais bonitos que li sobre o mar
são de sophia
não sei se a liberdade é filha da sabedoria
mas sempre soube que no mar
ela encontrara seu lar.
seus longos cabelos cheiram
a salinidade das águas,
entre seus dedos tem areia
e o seu corpo como de sereia
nada além mar.
na adolescência ouvia dizer
que queria velejar,
surfar, como quem dança sobre o mar
e caminha deixando sua calda.
os sons que ouço das conchas
são de seu canto
e a imagem que vejo nos raios do sol
é a de seu sorriso, quando as tartarugas
vêm em seu colo se acalmar.
o tempo passa e o que eu vejo no mar
é justamente o que eu não posso ver
infinitude.
é assim que me sinto
ao lembrar da menina do mar.
26 de maio de 2014
O mesmo rapaz
Todos os meus poemas são para o mesmo rapaz.
Diferente do "poetinha" eu não tive nove amores,
mas desejo que meu único amor seja eterno.
Há quase cinco anos eu escrevo para o mesmo rapaz.
Na verdade eu escrevia para ele e sobre ele,
mesmo antes de o conhecer.
Meus textos mais elogiados são sobre o mesmo rapaz.
Poesia não é autobiografia e eu tento criar,
mas amor que toca à alma é amor vivido.
Minhas alegrias são proporcionadas pelo mesmo rapaz.
Seu sorriso é encantador e suas piadas são as melhores,
não pela graça, mas pelo intuito de me fazer rir.
O melhor café é feito por esse mesmo rapaz.
Pães fresquinhos, leite quente, um docinho
e todo sentimento do mundo à mesa.
As músicas que marcam minha história,
tocam no carro desse mesmo rapaz.
é uma retrospectiva sonora do que há de mais belo.
Sinto solidão quando estou distante do mesmo rapaz.
Um dia distante dele é um martírio, e eu sonho com o dia
em que todo dia é dia de estar ao lado dele.
1 de maio de 2014
Sobre contos de fada
conduz a história. Apesar do encantado não chegar, chega alguém que é completo como ele é, que faz a princesa perceber que nem sempre ela é uma princesa e que primeiro ela precisa identificar o que ela é, com todos os seus medos, qualidades, defeitos, para então ser "feliz para sempre".
Mais uma verdade é que esses contos acontecem de verdade rs. Toda história vai ter uma bruxa má, alguém será envenenado e mesmo com todas as peripécias o amor vai vencer todos os obstáculos. Essa menina leitora, encontrou o amor, e mesmo aos 23, ela acredita que será feliz para sempre, não porque alguém a fará feliz, mas porque ela se dedicará a fazer alguém feliz. Sem egoísmo, sem viver esperando que alguém a salve. O amor é uma lição constante de abrir mão de si. A Bela teve que ter fé para acreditar que a Fera mudaria. A Branca cuidou dos anões e nunca desejou o mal da bruxa. A Cinderella acreditou que a diferença de classe entre ela e o príncipe não mudaria a relação entre eles. A Ariel sacrificou-se pelo seu príncipe, navegando de mar em mar, ele lá e ela cá, até que ela mudasse, porque num relacionamento não é só um que muda são os dois. A Aurora teve muita paciência ao esperar o seu príncipe, cada uma com sua virtude. A última verdade do texto é que só quem ama pode realmente ser feliz para sempre.
10 de abril de 2014
Considerações de Adília sobre o peso de Mariana
"Gordo é gordo porque é feliz", disse a Adília sobre a Mariana.
Adília disse que a primeira vez que viu Mariana foi numa tela, quando ela abocanhava um cupcake. Curiosamente Adília se perguntou "mocinhas não têm que ser magras?" e ficou observando a tela durante um bom tempo. A partir dela, Adília viu a Mariana de antes. Parecia um esqueleto. Tinha o peso de uma pena, até conhecer o Marquês de Chamilly... a menina enamorou-se pelo rapaz e foi engordando. Logo Adília pensou "foi por isso que ele partiu", mas a verdade mesmo é que Mariana foi engordando porque o conheceu. Homens fazem isso com as mulheres, elas ficam lindas até encontrá-los, depois é uma lanchonete ali, uma doceria aqui e quando vai ver elas estão enormes e eles magros.
Depois que o Marquês de Chamilly partiu, em três semanas Mariana perdeu seis kilos, ele partiu meio que sem partir porque Mariana se correspondia com ele (a esperança de obter resposta a nutria - "coitada, mal sabia que morreria de anorexia"). Já a Adília pensava "mandei mensagem no whats, visualizou, não respondeu, parti meu bem, beijinho no ombro". Quando Adília olhava para si e para Mariana, caia na gargalhada "melhor com gatos e baratas, do que no convento com as puritanas", Deus não deu à Adília um namorado, pelo contrário, deu o martírio de não o ter, então porque ela é gorda? Simples, ela disse que prefere morrer farta e feliz como Maria porque Jesus demora a voltar.
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