Luto é dor na alma.
30 de janeiro de 2013
5 de janeiro de 2013
Paraíso
Durante dias a cobra disse:
_ Eva eu sei como voltar ao paraíso.
Mas ela não acreditou.
Cansada de sofrer parindo e vendo Adão desfalecer no trabalho da indústria, novamente ela aceita o conselho da cobra e diz a Adão que sabe como retornar ao paraíso.
Felicíssimos, partem nús e de repente ouvem "tantam estação paraíso do metrô, desembarquem pelo lado esquerdo do trem".
(na condução do trem estava a cobra às gargalhadas.)
_ Eva eu sei como voltar ao paraíso.
Mas ela não acreditou.
Cansada de sofrer parindo e vendo Adão desfalecer no trabalho da indústria, novamente ela aceita o conselho da cobra e diz a Adão que sabe como retornar ao paraíso.
Felicíssimos, partem nús e de repente ouvem "tantam estação paraíso do metrô, desembarquem pelo lado esquerdo do trem".
(na condução do trem estava a cobra às gargalhadas.)
Inocência
_ Quantas pessoas existem no mundo, Bruno?
_ Agora é difícil responder, Shmuel, mas acho que em 2012 o mundo vai ter 7 bilhões de pessoas.
_ Tudo isso? Se vai ter tudo isso, então finalmente vai ter humanidade no mundo.
_ Será?
3 de janeiro de 2013
Mulher
a quem pertence o corpo da mulher?
arraste-a sob a pedra lascada!
decifre ou devore a bela Musa.
a burguesia diz: cale! Não traia!
uma lê contos de fadas e sonha,
outra escreve literatura feminista
trabalham e 129 morrem, dia 08.
estudam e votam, mas são mudas
cobro. sem esporte vão para casa
e Simone reflete sobre todas. sexo.
igualdade. liberdade. política.
saúde. aborto. violência.
delegacia: quem ama não mata
a quem pertence o corpo da mulher, Penha?
2 de janeiro de 2013
Agora na Casa
Procuro a rosa
e sei onde está
Pela rosa encontro
o que na verdade procuro. Prosa
que em poesia está a florescer
ainda, sob tanta metáfora;
certo é que quando as procuro
vou me reconhecer
como diante da infância
princípio de embasamento
sem nenhuma palavra
mas cheia de lembrança.
Hoje talvez possa então
escrever sem porquê,
sabendo a mesma e nova razão
de estar entre a pena e o Pina que não se vê.
que em poesia está a florescer
ainda, sob tanta metáfora;
certo é que quando as procuro
vou me reconhecer
como diante da infância
princípio de embasamento
sem nenhuma palavra
mas cheia de lembrança.
Hoje talvez possa então
escrever sem porquê,
sabendo a mesma e nova razão
de estar entre a pena e o Pina que não se vê.
24 de dezembro de 2012
Uma festa
No princípio estavam reunidos mãe, "pai" e filho.
Para conhecê-lo foram convidados seis amigos, homens que carregavam cetros. Três para guiar ovelhas, três para guiar povos. Seres sobrenaturais cantavam.
Mesmo com tanto poder havia singeleza de coração, propícia para o lugar.
As alegorias indicavam: não há o que temer. Há paz. Há amor.
No fim estavam reunidos "mãe, pai e filho".
Amigos foram convidados apenas para compartilhar presentes. Mostraram a mirra, o ouro e o incenso. Músicas tocavam. Mesmo sem nenhum poder, havia arrogância no coração, inadequada para o lugar.
As alegorias indicavam: há o que temer. Não há paz. Não há amor.
E depois do fim, o que virá? A esperança segue:
Depois do fim estavam reunidos mãe, pai e filho.
Para a festa todos foram convidados, preto, branco, pobre, rico. Eram iguais. Havia singeleza de coração e por isso havia poder. Da alegria surgia a música. Não havia presentes, pois a companhia e o riso uns dos outros era o próprio presente. Não esperavam o ano todo por uma festa, porque a vida era uma festa.
Desfeita
Foi você quem ele esperou na festa
A meia noite ao vê-lo triste, chorei
me perguntei que consideração é esta?
O abracei e jurei que não esquecerei.
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